Você sabia que o Castelo de Itaipava já foi uma fazenda?

Quem visita o Castelo hoje em dia não imagina que o espaço que é cenário de belos casamentos e grandes eventos, um dia foi uma fazenda com direito a cultivo de horta, chácara com pomares de frutas e até criação de animais. Construído na década de 1920, a imponente construção foi a residência de temporada da família Smith Vasconcellos por quase 80 anos, até ser vendido em 2005.

A construção do Castelo foi a realização de um desejo do Barão Jayme Smith Vasconcellos. Descendente de duas famílias nobres, uma inglesa (Smith) e outra portuguesa (Vasconcellos), o nobre tinha o sonho de construir aqui no Brasil um Castelo Medieval com as referências inglesas e europeias dos castelos que visitou.

O projeto foi concebido pelos jovens arquitetos Lúcio Costa e Fernando Valentim, bons amigos do barão, que chegaram a frequentar o Castelo em festas e eventos familiares. E por falar em festas, a família Smith e Vasconcellos era bastante festeira. Antigos funcionários que conviveram com a família contam que era comum a realização de grandes festejos nos jardins do Castelo. Com direito a churrasco com carne de animais que eram criados na própria fazenda, como carneiros e bezerros.

No verão, durante as férias escolares, as festas eram frequentes. Os funcionários contam que tinham muitas opções de diversão: parquinhos, cachoeiras, açudes e claro, os passeios de charrete. O entorno do Castelo era muito diferente do que conhecemos hoje, sem a BR-040, o terreno era praticamente o dobro de tamanho do que é hoje. Avançava para o outro lado da pista, onde moravam as 20 famílias trazidas da Europa para trabalhar na construção do castelo. E algumas outras famílias que também ajudaram na obra. Nas terras pertencentes ao Castelo também passava a estrada de ferro que ligava o Rio de Janeiro à Minas Gerais. Os trilhos passavam bem próximo ao portão, onde hoje é a Alameda do Barão. Ali também tinha uma parada de trem, onde os visitantes do Rio de Janeiro desembarcavam. Além dos amigos da família, o trem também trouxe as pedras que vinham do Cais do Porto e que foram utilizadas na construção.

No lugar onde hoje fica o galpão, tinham dois pés de jaqueira gigantes, os antigos funcionários contam que eram quase da altura do Castelo. A ponte que dá acesso a entrada principal do Castelo também foi construída pelo Barão. Inclusive, na época passavam barcos pelo riacho, muitos materiais chegavam por ali para a família Smith Vasconcellos.

O barão Jayme Smith Vasconcellos desfrutou pouco do seu sonho, morreu em 1933, aos 48 anos. A baronesa Ana Teresa Siciliano viveu mais alguns anos no Castelo, e depois se mudou para o Rio de Janeiro, onde viveu até sua morte.

O Castelo de Itaipava guarda uma rica história da família Smith Vasconcellos. Detalhes que fazem parte da memória não só da nobre família, mas da composição de Itaipava e Petrópolis.

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